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PROJETOS

O que tá pra sair do meu forno literário este ano, provavelmente ainda no primeiro semestre:
 
1 – “Aprendendo a voar: Tarô para adolescentes”.
2 – “Para amar sem se perder. Questões afetivas sob as lentes do Tarô”
 
Do forno de cursos on line pagos:
 
1 – “Tarô Fora da Ordem: jogando e aprendendo a pensar”;
2 – Curso on line interativo de tiragens e interpretação
 
On lines gratuitos: temas diversos, ao sabor dos ventos, anunciados no face.
 
Para constar.  😉

Tarô é pra se entender na vida

 

Na minha concepção, leitura de tarô tem uma função primordial: ajudar a enxergar, a encontrar novas formas de lidar com os nossos assuntos e de melhorar nossa maneira de fazer escolhas.
Pensar que trata-se apenas de saber o que os deuses já escreveram é ter uma postura passiva e conformista diante da vida. No fundo, quem busca unicamente esse tipo de resposta já deveria prestar atenção nessa própria atitude, pois só isso já diz muito sobre si mesmo.
Oráculos nos orientam, apontam tendências possíveis para cada passo que damos e, acima de tudo, ajudam a pensar, a entender os nossos momentos sob uma nova ótica e para além do óbvio.
Para mim, tarô é uma forma a um tempo lúdica e profunda de acessar conhecimentos e, mais importante, de resgatar a esperança, o entusiasmo, a autoestima e o entendimento do que nos motiva – e como mudar isso, se quisermos.
Sim, há, ainda, alguns mistérios que nos intrigam: pessoas que fazem previsões certeiras “do nada” ou que dizem coisas improváveis e que, adiante, acontecem etc. Mas há mistérios em todas as áreas e, por hora, são apenas isso: mistérios. E, como tal, são raros, bem raros mesmo. Mas, evidente, já que boa parte das pessoas tende a procurar respostas instantâneas, nada é tão fácil como soberbamente alegar que algo fatalmente acontecerá e, assim, deixar um cliente superficialmente feliz (ou péssimo…) e rapidamente despedir-se dele, inclusive abrindo mão da responsabilidade pelos efeitos dessa interferência.
No entanto, essas mesmas pessoas “imediatistas”, quando bem acolhidas e ouvidas, rapidamente revelam preferir uma compreensão mais profunda de si mesmas e de como encaminhar melhor a própria vida. Basta oferecer. Mas, claro, dá muito mais trabalho do que apenas apontar (ou inventar) profecias imutáveis.
Para mim, tarô não é alopatia. É antroposofia oracular.

2017, O ANO D’A ESTRELA

2017, o ano d’A Estrela
Ivana Mihanovich

“No tarô Egípcio essa carta se chama, justamente, “A Esperança” e no Mitológico ela conta o mito de Pandora, cuja curiosidade fez com que se espalhassem os males no mundo, mas que, por outro lado, também nos deixou a esperança. Quem mantém a esperança, na verdade tem fé em algo, crê absolutamente, conta com algo. Aquele que está na expectativa já vibra no aguardo do que deseja e creio que esse estado de espírito é o que pode favorecer a realização do que se espera.

Através de Joseph Campbell ouvi pela primeira vez a frase “Follow your bliss”, que pode ser traduzido por ‘Siga aquilo que te realiza, tua beatitude’. Esse pensador brilhante também disse que, quando o fazemos, o caminho passa a fluir naturalmente. Outros estudiosos também afirmam que quando focamos coerentemente aquilo que desejamos, o Universo ‘conspira a nosso favor’. A complexidade está em realmente encontrarmos nosso bliss ou, melhor dizendo, em reconhecermos qual é ele, genuinamente. Tantas vontades confundem-se com vocações que invariavelmente nos queixamos do quanto o universo absolutamente não conspira a nosso favor, mesmo quando pensamos estar firmes na perseguição de nossos desejos. Bem, creio que vontades e desejos muitas vezes podem ser apenas frivolidades ou teimosias e então não são, absolutamente, o mesmo que vocação ou sentido natural. Assim, não traduzem automaticamente nosso bliss. Portanto, para seguir nossa própria estrela penso ser fundamental, antes, que saibamos discernir, na bagunça mental entre o que os outros dizem que devemos querer e aquilo que pensamos desejar, o que é que verdadeiramente nos alimenta e engrandece, isto é: o que nos beatifica.”

Os excertos acima são do meu livro “Tarot Luminar – Refletindo Sob as Luzes dos Arcanos Maiores” e usei-os para abrir esta reflexão porque contém o que acho essencial para entendermos a ferramenta que 2017 nos apresenta na busca de auto integração: descobrir nossa posição em relação à conexão espiritual (para saber de que forma entendo e calculo a questão do arcano do ano e afins, veja textos meus de anos anteriores, por favor).

A Estrela é discreta e, muitas vezes, subestimada, especialmente porque ela não indica que a vida vai ser uma farra. Mas, na verdade, ela contém uma das reflexões mais essenciais da vida. Penso que em 2017 ela vai colocar à prova nosso entendimento espiritual ou filosófico sobre o viver. Outro dia comentei, num on line que dei sobre Tarô e felicidade, que Jung imaginou certos fatores geradores de felicidade e, dentre eles, estava a necessidade de termos uma linha filosófica ou religiosa que nos auxilie a lidar com as dificuldades da vida. Ainda que em seguida ele tenha percebido o paradoxo inerente, pois mesmo tendo todos esses fatores satisfatórios não haverá garantia de felicidade, a ideia permanece válida: quem tem convicções filosóficas ou religiosas tem onde se segurar, quando a razão deixa de bastar. Quem crê que tudo é um acaso ou, do outro lado, quem acredita que tudo será resultado unicamente do exercício da própria vontade fica, em qualquer dos casos, mais facilmente desencorajado, especialmente quando a vida não flui bem. Esperança, portanto, é algo que revitaliza, renova o gás.

O detalhe capcioso estará em sabermos não apenas em quê acreditamos, mas que motivações se escondem por trás disso. É momento de começarmos a lidar mais profundamente com as razões que nos fazem crer ou, ao contrário, descrer completamente. Há um fato: o mistério do existir. Por mais que a ciência se esmere, nunca alcança saber realmente a troco de que toda esta fantástica história acontece. Esse mistério faz parte de nós; sentimos instintivamente essa questão. Ainda que seja possível passar a vida toda completamente descrentes ou considerando o tema como algo irrelevante, o fato é que na hora da morte, que interessantemente chamamos de “hora da verdade”, a coisa fatalmente se apresenta. As investigações da Dra. Elizabeth Kübler-Ross bem o demonstram, por exemplo. Particularmente, eu sempre acho que o descarte absoluto dessa reflexão torna o ser mais árido e sua vida idem. Mas, evidente, cada um saberá de si, ou melhor: será convocado a saber. O arcano XVII vai facilitar o contato com o tema, sugerindo definir mais claramente quem é você diante desse mistério.

A Estrela caminha solitária e, portanto, a consciência da inexorável solidão do ser vai reverberar mais intensamente. Os que já caíram na real em 2016, acolherão a ideia com mais desenvoltura; os que insistiram em lutar contra a maré neste ano de desconstruções tenderão à desistência ou ao desalento. Assim, muitos entrarão em 2017 absolutamente desesperançados; uns poucos entenderão que a reconstrução se faz, antes, individualmente e trabalharão por isso. A Estrela espera que você descubra de que jeito se conecta com a vida: pela confiança na boa estrela ou pela crença no des-astre, a ausência de astro?

Pela cintilação da questão espiritual e da possibilidade de proteção estelar, contraposta à sua sombra, que aponta o cinismo, o ceticismo tacanho e o risco das ilusões, penso que 2017 pode recrudescer em grupos com tônica religiosa, a maior parte deles totalmente destituídos de intuito genuíno, mas que convencerão os que temem o contato com essa solidão inerente ao ser. Quem morre de medo de entender e acatar essa condição cabal do ser humano correrá para “andar de turminha”, usando como desculpa a passionalidade de causas comuns. Mas perceba: tônica religiosa não implica apenas em grupos religiosos ou místicos; era uma ilusão presente também na formação de grupos políticos como os nazistas e fascistas na década de 30, bem como nos grupos radicais de comunistas, feministas, racistas, antirracistas etc. Radicalização, busca de Judas a malhar e fanatismo fazem parte da sombra estelar. Fique atento para não entrar nessa vibração nociva.

A Estrela precederá o ano da Lua e esse, já intuo, não será bolinho, para dizer o mínimo. Mas acredito firmemente que o que fizermos de nós em 2017 vai definir muito da proteção que teremos em 2018. Acredite: há algo maior que sua vontade e que é um guia infinitamente superior, se você permitir. Encontre isso. Não precisa ser um deus, não precisa ser uma entidade; pode ser o que já se chamou de Eu Superior, pode ser a alma, pode ser simplesmente a mente bem integrada. Uma coisa é certa: o melhor guia não é (nem será) um ego absolutista, garanto.

Encontre, dentro ou fora de você, o que há para além do seu eterno “eu quero” e que te relembra que há muito mais coisas entre o Céu e a Terra do que apenas parcelar o iPhone. Acreditar absolutamente na boa estrela a estabelece pela prática. Isso não significa nunca sofrer; significa ter estímulo, amparo e orientação, nos bons e nos maus momentos. Há quem ache brega acreditar em algo espiritual. Desculpe, mas, sabe, descrer não blinda você de sofrer. Ser alguém que se considera intelectualmente superior a esses assuntos tampouco te impede de viver a dor, nem te deixa a salvo do medo ou da solidão.

Ano que vem, aprenda a frear sugestões do seu lado mais sombrio, o lado que teme, inveja, busca culpas alheias, alimenta ressentimentos antigos, quer que todo mundo se estrepe junto com você e que, no fundo, se alimenta de dor. Volte a falar com a Vida, com deus, com deuses, com seja lá o que for que você acredita que te conecta com o mistério (seu psicanalista, inclusive) e largue o osso do apego a erros e sofrimentos passados, porque isso é só autoflagelo; não absolve, não redime, não resgata. Libere, como Pandora, seus males de dentro de você e converse com a esperança que fica; ela te recolocará no caminho.

Procure entender, mas entender realmente, que o macro é feito dos micros. Sinta seu verdadeiro bliss e siga-o. Em vez de tentar convencer os outros aos seus parâmetros, apenas brilhe naquilo que é seu real talento, seu dom – e deixe que o mistério faça o resto. E saia de perto de quem confunde maliciosamente, envenena ou distrai, porque equilibrar joelho no chão e olhos no céu demanda silêncio interno.

Finalmente, reaprenda a confiar, mesmo quando lá fora tudo parece acabado ou parado. E compreenda que a interação entre você e esse deus que é o mistério da vida projeta muito do que você vive no dia a dia. É difícil, diferente do que nos ensinam e trabalhoso, eu sei. Mas não é mágica; é equação.

Tarot Luminar – Refletindo sob as Luzes dos Arcanos Maiores

Livro à venda pela agBook Tarot Luminar

Reflexões sobre como vejo os Arcanos Maiores e o tarô em si. Levou 3 anos pra ficar pronto, porque, sabe, a gente precisa pensar. E enquanto pensa, pratica e estuda. E enquanto pratica e estuda, pensa. E assim vai…rs. Mas gosto do resultado final, é fiel a mim.

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Depois me conte se gostou (ou se não gostou!): me escreve!

 

 

Back to Basics – Primeiros Passos na Dança do Tarot

Meu segundo livro, espremido, filtrado, enxuto e peneirado – o básico do básico para quem quer ter o primeiro contato com o tarô, ou para quem nunca sequer pensou nisso mas tá começando a ficar curioso de tanto que eu insisto…rs.

Tarô, como ferramenta pessoal, não exige ser tarólogo. Você NÃO precisa pensar em virar tarólogo profissional pra se beneficiar das ideias que ele oferece. Brincar com as cartas abre insights bacanérrimos e ajuda você a escolher melhor os passos que dá. Por que você não experimenta?

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