Tarô é pra se entender na vida

 

Na minha concepção, leitura de tarô tem uma função primordial: ajudar a enxergar, a encontrar novas formas de lidar com os nossos assuntos e de melhorar nossa maneira de fazer escolhas.
Pensar que trata-se apenas de saber o que os deuses já escreveram é ter uma postura passiva e conformista diante da vida. No fundo, quem busca unicamente esse tipo de resposta já deveria prestar atenção nessa própria atitude, pois só isso já diz muito sobre si mesmo.
Oráculos nos orientam, apontam tendências possíveis para cada passo que damos e, acima de tudo, ajudam a pensar, a entender os nossos momentos sob uma nova ótica e para além do óbvio.
Para mim, tarô é uma forma a um tempo lúdica e profunda de acessar conhecimentos e, mais importante, de resgatar a esperança, o entusiasmo, a autoestima e o entendimento do que nos motiva – e como mudar isso, se quisermos.
Sim, há, ainda, alguns mistérios que nos intrigam: pessoas que fazem previsões certeiras “do nada” ou que dizem coisas improváveis e que, adiante, acontecem etc. Mas há mistérios em todas as áreas e, por hora, são apenas isso: mistérios. E, como tal, são raros, bem raros mesmo. Mas, evidente, já que boa parte das pessoas tende a procurar respostas instantâneas, nada é tão fácil como soberbamente alegar que algo fatalmente acontecerá e, assim, deixar um cliente superficialmente feliz (ou péssimo…) e rapidamente despedir-se dele, inclusive abrindo mão da responsabilidade pelos efeitos dessa interferência.
No entanto, essas mesmas pessoas “imediatistas”, quando bem acolhidas e ouvidas, rapidamente revelam preferir uma compreensão mais profunda de si mesmas e de como encaminhar melhor a própria vida. Basta oferecer. Mas, claro, dá muito mais trabalho do que apenas apontar (ou inventar) profecias imutáveis.
Para mim, tarô não é alopatia. É antroposofia oracular.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *